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14.08.2016

Postado por Jéssica Mendes

Emoção em forma de futebol

Brasil 0 (7)x(6) 0 Austrália – Quartas de Final Futebol Feminino Olimpíadas Rio 2016

Não imaginávamos que seria assim, no sufoco. Os ventos pareciam soprar a nosso favor: fazer uma partida decisiva de uma Olimpíada dentro de casa (no estádio que já foi palco de um desastre futebolístico, mas que não vem ao caso), a torcida jogando junto e após receber uma notícia um tanto maravilhosa, que foi a eliminação da seleção americana. Tudo conspirava para o sucesso… o que ninguém contava era que seria na base do sofrimento, em uma disputa acirrada de pênaltis e com a nossa rainha desperdiçando sua cobrança. Ontem, estimo que mais da metade da população brasileira fez teste do coração ao mesmo tempo.

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

O jogo começou apertado, a Seleção Brasileira não conseguia se articular, estava presa e chegava pouco à meta adversária. As australianas, por sua vez, estavam tranquilas, afinal, a pressão era de quem jogava em casa e cujo Ouro Olímpico já tinha batido na trave duas vezes. Apesar de alguns lances perigosos a seleção da Austrália ofereceu pouco risco, o empenho na marcação se sobrepôs às jogadas ofensivas e foi essa marcação que nos segurou no início da partida e que nos fez atacar com bolas longas lançadas na área, o que não gerou bons resultados.

Passado o nervoso inicial, já no segundo tempo, o Brasil tentou. Debinha tentou, Marta tentou – o que foi aquele pique da camisa 10 aos 88’? Eu fiquei sem fôlego em casa só de ver. Lembre-se: já eram 43’ do segundo tempo. Mas não teve jeito, fomos para a prorrogação. A Formiga continuava sensacional em campo, a garra, marca registrada desse elenco, é notória nessa mulher, faz a marcação como se não houvesse amanhã. Simplesmente, maravilhosa.

A defesa da seleção esteve sempre segura, bem postada, o time tentava movimentação, mas não foi o suficiente para evitarmos o drama em forma de futebol, as penalidades.

Nessa parte do jogo foi possível conhecer um pouco mais nossas jogadoras e perceber que elas sabem fazer uma coisa que anda muito, mas muito em falta no futebol brasileiro: cobrar pênaltis. Como foi bonito ver aquelas mulheres cobrando pênaltis. Cada uma com seu estilo, mas sempre bem feito. Todas acertando suas cobranças e na última da sequência brasileira, Marta, a diva, errou. Os corações foram à boca e o filme da eliminação precoce rodou na nossa cabeça. Seria uma injustiça sem tamanho. Mas aí… Bárbara fez jus a seu nome e explodiu aquele Mineirão com duas defesas salvadoras.

Gustavo Andrade/AFP

Gustavo Andrade/AFP

Reprodução

Reprodução

Estamos nas semi, classificamos e com emoção, com amor. Obrigada, meninas!

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

Ricardo Stuckert/CBF

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Gustavo Andrade/AFP

Gustavo Andrade/AFP

 

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