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20.11.2016

Postado por Raisa Rocha

Brasil nas quartas do Feminino Sub-20

Brasil 1×1 Suécia – Copa do Mundo de Futebol Feminino Sub-20

Brasil x Suécia, futebol feminino. Impossível não lembrar das Olimpíadas, aquele time matreiro que se defendeu o jogo todo e numa bola nos complicou a vida… Mas estamos em novembro e o campeonato era a Copa do Mundo Sub-20.

Getty Images/FIFA

Getty Images/FIFA

Depois de um jogo abaixo contra a Coreia do Norte fiquei um pouco receosa sobre, afinal, qual seria a postura do Brasil no jogo decisivo da fase de grupos, precisando de um empate pra avançar. Começamos bem, muito bem, marcando firme, conseguindo tocar a bola. Mas aos 10 minutos uma chegada perigosa com a artilheira Blackstenius e gol dela logo a seguir, em cabeceio após escanteio. Ela estava de artilheira da competição, joga no mesmo campeonato da Marta, é igualmente matadora lá, joga na seleção principal, participou das Olimpíadas (fazendo gols), como a deixaram sozinha na área?

Dali em diante alguns momentos de arrepios. O mesmo filme se repetia. Uma Suécia dando campo para o Brasil jogar com recuperações de bola perigosíssimas. Mas, para nossa sorte, diferente do que foi nas Olimpíadas, dessa vez o Brasil ia calmo em campo procurando seu gol, empurrando. A derrota parcial, aliás, não condizia em nada com o jogo. Poderia colocar em cheque a preparação, a falha em deixar a artilheira solta. Mas no campo, o Brasil ia melhor.

As suecas estavam nervosas no jogo, principalmente a goleira. Errando passes e sendo encurraladas, por sua própria estratégia de chamar o Brasil, empatamos com Gabi Nunes de cabeça. E continuamos indo pra cima com força e habilidade, ganhando o meio de campo, chamando elas pra dançar nos embates uma a uma.

Getty Images/FIFA

Gol de Gabi Nunes Getty Images/FIFA

Getty Images/FIFA

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Júlia, lateral direita e capitã, foi monstra. Desarmes certeiros, imposição e boa técnica nos passes e subidas no ataque. Yasmin pela esquerda foi outa vez bastante acionada e fez mais um bom jogo, segura e à vontade na lateral.

Daiane, na zaga, vem jogando muito firme e fez boa dupla com Beatriz, que mostrou boa imposição física na marcação substituindo a titular Giovanna, expulsa no último jogo.

No meio de campo ganhamos todas. Brena jogou um pouco menos avançada, mas é a figura central ali do meio. Gabi Nunes participou menos que o costume, mas é essencial, não só pelo gol de empate em momento exato na partida, também pela sua qualidade técnica e muita inteligência tática que podem desequilibrar a qualquer momento.

Geyse, habilidosa e dribladora, jogou com muita vontade, recebendo de frente pro lance e indo pra cima. A bola não entrou, mas hoje infernizou.

A tática sueca de dar campo foi boa pra nós, que começamos o segundo tempo na pressão, procurando o gol que mataria o jogo. E elas tontas. O empate da classificação seguia, mas era o resultado mais perigoso possível, qualquer deslize e tudo poderia ruir. Não que a Suécia assustasse ou estivesse propondo jogo, não estavam, mas regulamento é coisa em que não se deve confiar tanto assim…

Tivemos alguns minutos sem controle de bola mas logo as meninas pegaram de volta o domínio da partida e seguimos, superiores, até o final.

A má notícia fica por contra da Katrine, que teve a perna travada em lance de defesa e saiu de campo na maca, escondendo o rosto. Na torcida pra que ela se recupere e volte à competição.

Desde 2008 o Brasil não avançava às quartas. O jogo será na quinta-feira, às 07:30h, contra o Japão. O que deu pra ver nesses três primeiros jogos é muito positivo. O time está encorpado, coeso e, o mais importante, demonstra controle emocional. Toda torcida pra elas, vamos gurias!

Getty Images/FIFA

Getty Images/FIFA

 

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