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22.05.2017

Postado por Colaboradoras

Empate suficiente, futebol quase

Sport 1×1 Cruzeiro – R02 Campeonato Brasileiro 2017

O Cruzeiro tem demonstrado que é um time a ser recuperado. Depois de um bom início de ano, o futebol regrediu um pouco e agora, com mais tempo para treinar, é a hora que se espera uma lenta recuperação. Lenta para não iludir o torcedor, mas sabemos que 2017 NÃO SERÁ 2016. A estreia com vitória, esperamos, foi o início do processo.

mano ilha

Fato é que com a imprensa colocando Mano na berlinda e a torcida ainda impaciente com alguns jogadores, o clima era bom para jogar fora de casa, com a pressão diminuída. Além disso, era pequeno o público na Ilha do Retiro, onde cerca de cinco mil torcedores estiveram presentes.

No entanto, finalista da Copa do Nordeste, o Sport traz bons nomes, com destaque pra Magrão – que catou muito! – Osvaldo, Diego Souza e Rithely. Começou o Brasileirão sofrendo uma goleada, mas é um time de tradição e tem feitos bons brasileiros nos últimos anos!

Com isso em mente e passada a raiva pós-jogo, até que não fomos tão mal.

Começamos com a mesma escalação do jogo contra o São Paulo, com os nossos desfalques ou soluções. Mano Menezes ser obrigado a escalar Alisson no lugar de Thiago Neves tem sido colaboração divina, convenhamos. TN30 não vem jogando nada enquanto que Alisson passa por sua melhor fase na temporada.

E foi ele que, em passe surpreendente do improvisado Romero, bateu de primeira sem chances pra Magrão, logo no início do jogo.

alisson

As boas tabelas dos primeiros minutos nos encheram de esperança, mas foram logo minguando. A marcação do Sport era muito mais eficiente que a nossa e, logo depois, eles já tomavam o controle. O gol de empate veio em pênalti cometido por Fábio, mas poderia ter vindo em outras oportunidades, quando o goleiro interveio de forma decisiva.

O ponto alto do jogo, para sabermos o que esperar do resto do campeonato, veio no segundo tempo. Com mais vigor físico e marcação do que geralmente demonstra em suas segundas etapas, o Cruzeiro foi superior praticamente durante todos os últimos 45 minutos.

Pudemos ver coisas positivas, além de Arrascaeta e Rafinha nada inspirados e Diogo Barbosa, que não esteve no nível que costuma se apresentar. Alisson, apesar de não fazer sempre as melhores escolhas, parece estar adquirindo a regularidade que sempre cobramos. Ariel Cabral entrou no segundo tempo mostrando que pode ser a sua falta o que desgraçou nosso meio campo nos últimos jogos.

Pudemos ver a diferença na armação quando Ariel Cabral entrou no lugar de Romero. Hudson defende, ajuda a zaga, lança pra área e tem um ótimo chute de fora da área, inclusive quase fez um golaço, Henrique mantém a segurança de sempre; mas, ficou claro que devemos ver mudanças ali nas próximas rodadas. Hudson jogou bem na lateral, para onde foi deslocado com a entrada de Cabral.

Quando nossos armadores não jogam bem, como foi o caso, sentimos muito a falta de volantes com maior capacidade criativa, visão de jogo. Romero também é bom jogador, mas sinceramente, acho que vamos vê-lo no banco em breve – ou então ele fica e Hudson vai para o banco.

E, claro, teve a estreia de Rafael Marques. Ele é a esperança de mais agilidade no ataque, hoje jogou bem, apesar de não encantar, trocava posição com Arrascaeta e essa movimentação promete.

rafa marques

No mais, já está chato culpar as lesões e a ausência de TN30 é desculpa esfarrapada, mas, novamente, que falta faz Robinho para este time!

Muita gente nas redes sociais reclamando do resultado, dos poucos gols marcados, da lentidão do time, mas precisamos de um choque para engatar e o importante agora é não perder! Foram importantes o ponto e as observações que puderam ser feitas.

Apenas a zaga, Diogo Barbosa e Arrascaeta estão garantidos para o jogo contra o Santos. Claro que a base será mantida, mas as possibilidades para as entradas de Cabral e, quem sabe, Rafa Marques, são muitas. Alguma coisa tem que mudar para buscarmos a vitória ou um futebol convincente contra o Peixe e chegarmos sem melindres na Copa do Brasil!

 

Fotos Léo Caldas/Cruzeiro

Por Ana Clara Amaral e Cris Guimarães, do Coletivo RAP Feministas

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