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05.06.2017

Postado por Patrícia Muniz

Ponto importante, mas ainda esperamos a vitória

Palmeiras 0 x 0 Atlético Mineiro – R04 Campeonato Brasileiro 2017

O jogo de ontem entre Atlético e Palmeiras, pela quarta rodada do Brasileirão, guardava ingredientes especiais. Grandes candidatas ao título, ambas as equipes tinham um retrospecto a defender: o Galo não perde para o porco há 11 jogos, enquanto o Palmeiras defendia uma sequência de 24 jogos sem perder no Allianz – a última derrota da equipe paulista foi justamente para o Galo, no primeiro turno do brasileiro ano passado.

O time da Crefisa tem um futebol rápido e isso foi um grande problema no primeiro tempo para o Galo. Cuca sabe que temos uma equipe lenta e apostou na versatilidade do elenco palmeirense para nos pressionar e levar perigo em contra-ataques rápidos.

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O Galo começou marcando alto, porém com uma retomada para o ataque improdutiva, sem oferecer riscos e, aos poucos, o time palmeirense envolvia nosso meio campo e dominava os espaços. Dessa vez, Felipe Santana e Alex Silva não supriram com eficiência a falta de Leonardo Silva e Marcos Rocha. No primeiro tempo, uma cobertura ruim pela direita somada ao afunilamento da defesa durante os contra-ataques deixavam Keno jogar solto e ameaçar o nosso gol.

Gabriel e Victor foram os grandes destaques do primeiro tempo. O jovem zagueiro vem sendo a grande revelação da nossa base e é a peça fundamental desse setor defensivo ainda em construção. Por sua vez, Victor defendeu seu décimo primeiro pênalti vestindo o manto alvinegro – uma verdadeira santidade.

02

Ao contrário do último jogo, quando Otero e Cazares mostraram como podem atuar muito bem juntos e desequilibraram a partida, na tarde de hoje, nosso meio campo não funcionou e não conseguíamos armar uma jogada que levasse perigo. Elias fez muita falta, Robinho não apareceu muito para o jogo e Gabriel frequentemente era forçado a fazer ligação direta no ataque. Fred, nossa esperança de gol, se movimentou bastante, mas efetivamente pouco fez.

No segundo tempo, o jogo mudou com a entrada de Rafael Moura e Valdívia, que estreou bem, mostrou disposição e distribuiu a bola no meio campo. Com uma marcação mais alta, conseguimos efetivamente levar perigo e Maicosuel quase abriu o placar no final do segundo tempo. Felipe Santana evoluiu dentro do jogo, assim como o Carioca, que no final do segundo tempo estava conseguindo fazer essa ligação entre defesa e ataque.

03

Pelo futebol apresentado, o empate foi lucrativo. Entre desfalques que fizeram muita falta e um meio campo completamente dependente do brilho de Cazares, Roger mostrou novamente visão de jogo e orientou substituições que fizeram o Galo crescer na partida e, se não fossem os pontos perdidos em casa, a torcida estaria contente com o empate fora de casa, mas ainda aguardamos a vitória nesse Campeonato Brasileiro.

Extracampo: Nos últimos dias, muito se discutiu sobre a notícia que informava oficialmente que a torcida palmeirense cessaria os gritos de “bicha” em tiro de meta adversário. O motivo indicado foi que o grito de bicha teria surgido primeiro na torcida do Corinthians e, para que duvidava que se tratava apenas da rivalidade, o jogo de hoje não deixou dúvida: Robinho não teve paz e, enquanto esteve em campo, o coro uníssono de “Robinho viado” ecoava no Allianz. É urgente se debater concretamente as opressões históricas que permeiam o futebol.

Fotos: Bruno Cantini/Atlético

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