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24.07.2017

Postado por Patrícia Muniz

Ai que saudadocê, Mineirão!

Atlético Mineiro 1 x 2 Vasco – R16 Campeonato Brasileiro 2017

Não preciso dizer o quanto a saída do técnico Roger Machado me deixou decepcionada com a diretoria do Atlético. Minha confiança no profissionalismo e inteligência do treinador já vinha sendo demonstrada nos textos ao longo deste ano, bem como a influência de parte da torcida neste processo. Mesmo com a demissão de Roger, o time não voltou a vencer em casa. Sofremos a quinta derrota no Horto, pelo Campeonato Brasileiro, para a surpresa de quem acreditava na teoria da conspiração e alimentava no imaginário do torcedor a ideia do time estar boicotando o treinador.

Para a décima sexta rodada do Brasileirão, o Galo entrou em campo com apenas quatro titulares e, logo no início da partida, perdeu Fred, que sentiu uma fisgada na panturrilha direita. Depois de sofrer o primeiro gol, o time atleticano foi pra cima buscar o empate e teve chances claras de virar o jogo, mas novamente sucumbimos e sofremos a derrota no contra ataque certeiro do Vasco. Após a demissão precipitada, o time precisará provar que não escolheu jogar todo o trabalho feito esse ano no lixo e atribuiu foco agora à decisão contra o Botafogo, na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil.

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Antes mesmo de sofrer o segundo gol, as arquibancadas já exalavam impaciência e frustração diante de mais uma atuação mediana em casa. Se o time não esteve atento e entregue em campo, tampouco a torcida se manteve o tempo todo no alento, ao contrário, foram muitas vaias e uma pressão negativa sobre a equipe. E o que antes era a nossa arma contra os adversários, agora, está sendo usada contra nós mesmos: a pressão do Horto.

O caldeirão do Horto foi o palco principal da nossa trajetória de conquista da América e nossa taça da Libertadores hoje completa exatos quatro anos. Decisivo em momentos cruciais da nossa história, o estádio Independência merece respeito e estará para sempre guardado com carinho na memória dos torcedores atleticanos, mas já não vive os momentos gloriosos de outrora.

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O Galo é e sempre será um time de massa. O nosso maior patrimônio é a torcida que acredita até o último minuto e que torce contra o vento. Por mais que o time esteja deixando a desejar, não podemos apenas cruzar os braços e nos isentar. Esse é o momento de sermos gigantes, de acreditarmos e apoiarmos esse time, cobrar sim uma resposta, mas de forma que fortalecer e não que atrapalhe ou desestabilize a equipe. Quantas vezes não fomos nós nas arquibancadas que decidimos uma partida, que revertemos resultados? É a nossa vez de fazer a diferença de novo.

Não faz o menor sentido ir ao campo para vaiar o seu próprio time. Afinal, o objetivo é torcer ou pressionar os jogadores? Nós queremos que eles deem o melhor em campo e precisamos apoiá-los, pois quem vai ao estádio por amor somos nós, torcedores, e precisamos passar esse sentimento a quem veste nossa camisa dentro das quatro linhas. Um revés por apenas um gol de diferença é pouco para um time protagonista de viradas históricas, nós precisamos acreditar mais. Se fosse uma goleada, eu entenderia a ira da torcida, mas, poxa, tão pequena diferença não pode se tornar uma tempestade. O Galo precisa da massa e nós precisamos mesmo é (re) ocupar o Mineirão – com preços acessíveis para a verdadeira massa retornar as arquibancadas e empurrar o time como sempre o fez.

Boa sorte, Micale, você vai precisar.

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Fotos Bruno Cantini

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