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17.07.2017

Postado por Ana Clara Costa Amaral

Empate e caça ao G6

Cruzeiro 1 x 1 Flamengo – R14 Campeonato Brasileiro 2017

Com o “pupagante” de 39.976 torcedores, já diria o radialista Tião das Rendas, tivemos o melhor público na competição até aqui. Guiados pela rara sequência de duas vitórias seguidas, as boas apresentações e o reencontro com Éverton Ribeiro, todos esperávamos uma grande partida contra o sempre cheiroso Flamengo.

Certamente não foi um primor de futebol por parte de nenhuma das equipes, mas, para um time com 5 titulares contundidos e um suspenso, penso que o Cruzeiro surpreendeu.

alisson1

Como nas últimas partidas, cedemos a posse de bola ao adversário, com consciência e priorizando a qualidade e objetividade quando conduzimos. A marcação afrouxou com a entrada de Lucas Silva no lugar do suspenso Henrique, mas Alisson e Élber se desdobravam em campo para compensar o ritmo do volante.

Logo aos 7’ já saía a jogada que virou rotina nesta ascensão do Cruzeiro: Lucas Romero cruza com a precisão que lateral nenhum no time tem, e Thiago Neves, como um centroavante, mata no peito e chuta praticamente na pequena área. Grande defesa do goleiro rubro-negro.

lucas romero1

Alguns minutos depois chegamos pelo outro lado, na esquerda com Diogo Barbosa, mas a bola atravessou toda a área.

Dos vinte minutos ao fim do primeiro tempo, pouca coisa de concreto, além de belo chute de Éverton, à direita de Fábio. O Cruzeiro contava muito com o recuo de nossos meias-atacantes mais leves, faltava Élber e sobrava Sóbis pra puxar o ataque com velocidade. Aliado ao árbitro que marcava qualquer coisa contra os visitantes, o primeiro tempo terminou mais morno.

A segunda etapa, por outro lado, começou voando. O Cruzeiro amassou o Flamengo e tomava a iniciativa.  Com 5 minutos Élber já havia perdido duas boas chances, não tivemos a eficiência esperada e levamos o gol aos 7’.

Everton, que deu trabalho o jogo todo e foi o melhor pelo Flamengo, ficou desmarcado durante todo o contra-ataque flamenguista. 5 contra 6, e ainda assim o atacante não precisou de maior esforço para testar sozinho pro fundo das redes. Faltou cobertura para Romero que acompanhou os atacantes pelo centro, enquanto Lucas Silva e Cabral acompanhavam de longe…

Foi dose tomar um gol fácil, com a defesa relativamente bem postada.

Logo em seguida, Sassá entrou no lugar de Élber, e, quase que imediato, empata o jogo em enfiada de bola perfeita de Diogo Barbosa. A primeira sarrada dele com a camisa celeste, de primeira!

sassa diogo comemoram

Ainda aos 20´, Mano sacou Lucas Silva para colocar Nonoca. Ele não entrou botando fogo, mas se comparado com o titular, é muito mais ágil para marcar e para se livrar da bola. Quando o santo não ajuda, são duas qualidades inestimáveis e passamos menos raiva após sua entrada.

O jogo foi aberto e parelho a maior parte do segundo tempo, quando tecnicamente a partida atingiu seu ápice. Mas a melhor chance de desempate foi do Cruzeiro. Diogo Barbosa, em mais uma enfiada insana, botou Sassá pra correr. Ele chegou na frente, ajeitou a bola na grande área e, desequilibrado, preferiu chutar para o gol a passar para Sóbis, melhor colocado e completamente sozinho. O chute passou longe e o galãzinho reclamou com razão.

sóbis1

Após a substituição de Sóbis por Rafael Marques, aos 28’, o time praticamente acabou ofensivamente. Thiago Neves, que não costuma render depois dos 60, 70 minutos de jogo, e Alisson, exausto pela entrega na marcação, eram figuras cada vez mais nulas. Rafa Marques continua sem lugar no time, sempre que entra, ele não consegue ter a posse de bola no meio e tampouco se apresenta na área.

Assim, o fim de jogo foi rubro-negro e o empate fez justiça à partida. O resultado não foi bom, mas para quem só pode sonhar com um G-6, é razoável. Uma das partidas mais difíceis do campeonato e seguimos no páreo.

Nesse quesito, convenhamos que o mundo girou quando Mano Menezes resolveu dar uma chance ao garoto Murilo, persistir com Romero improvisado na lateral e, por que não, deu chances também ao Nonoca. É o trabalho do técnico amadurecendo, compreendendo suas peças e jogando de acordo, um time que perdeu a vergonha de ser feio para ousar ser bonito.

E durmam com esta: a história teria sido outra se Ábila não estivesse pra ser vendido e entrasse no lugar de Rafa Marques.

Texto com a colaboração do Coletivo RAP Feministas

Fotos de Maurício Farias/Cruzeiro

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