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03.07.2017

Postado por Ana Clara Costa Amaral

Mais uma vez o time do Cruzeiro sofre com o apagão…

Atlético 3×1 Cruzeiro – R11 Campeonato Brasileiro 2017

Calma, calma, não estamos falando apenas de mais um “golpe” do time do Atlético no Independência não, estamos falando também do apagão dentro de campo.

Temos uma zaga sonolenta. Fato. Temos um ataque pouco decisivo. Fato. Mas, o time não é ruim. A gente sabe que o conjunto é bom, que o grupo se dá bem. Então, o que falta? Bom, nos parece que falta um pouco mais de honestidade do técnico em admitir que, nesse momento, chegou ao seu limite de repertório com esses jogadores.

Vimos um time que tenta, tenta, mas não chega lá! Estamos sempre no quase. E quase, no futebol, não resolve! Não tem meio gol. A vitória do Atlético sobre o Cruzeiro, por 3 a 1, neste domingo, no Independência, valendo pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, coloca em cheque Mano Menezes.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A press

Alexandre Guzanshe/EM/D.A press

Como comentamos aqui na coluna, a apção pelo time reserva contra a Ponte Preta significou aumentar as apostas no time descansado, na suposta sequência de vitórias que viria, nos três jogos seguintes. Mano Menezes chamou de número mágico, inclusive. Mas vencemos apenas o Coritiba…

Começamos o jogo fazendo muita pressão. Leonardo Silva sai logo aos 3 minutos de jogo, com uma lesão na coxa. As coisas pareciam caminhar bem. Pressionando bastante do meio de campo pra frente, o Cruzeiro abriu o placar numa bela movimentação de bola; aos 5 minutos Alisson rolou para o meio da área, de onde Thiago Neves chutou forte e a bola passou entre as pernas do goleiro Victor.

O time estrelado marcava e apertava o Atlético, eram toques rápidos e o meio de campo em cima não dava brechas, o que levou o adversário a errar muitos passes, facilitando o contra ataque cruzeirense.

Pedro Vilela/Getty Images

Pedro Vilela/Getty Images

E vem o primeiro apagão da partida: o equatoriano Cazares cobrou falta com perfeição, aos 47 minutos, e deixou tudo igual. Falta esta que não existiu, apesar do atraso de Caicedo em relação à bola, o zagueiro que foi atropelado. Mas um lance difícil de não se marcar pela plasticidade, aliado ao fato de que Fábio não se moveu debaixo da trave.

Na sequência, outro apagão: como se passeasse em campo, Alex Silva tabelou com Elias, rolou para trás e Fred decretou a virada do time de Vespasiano na primeira etapa. O intervalo veio num momento em que partida caminhava para um ritmo mais lento de ambos os times.

Um ponto que fortalecia o discurso de Mano Menezes era uma palavra muito usada por ele: coerência! Não há como acreditar nisso quando o técnico escala o time sem observar o desempenho dos jogadores. Mais que a fisiologia, o time do Cruzeiro vem sendo escalado pelo medo! E esse era um sentimento que findava com o primeiro tempo.

Na volta pro segundo tempo o Atlético mostrou porque vinha de 3 vitorias seguidas no campeonato e a partida ficou mais truncada, com ambos os times apresentando um futebol mediano. Tentando o ataque mais eficiente, Mano Menezes tirou Rafael Sóbis e colocou Ábila e ainda promoveu mais uma vez a saída de Robinho, entrando Élber. As duas alterações pouco deram resultado.

Thiago Neves parecia esgotado, como também estava Robinho antes de ser substituído.

Fechado, o Atlético levou o jogo na maciota, até que num contra-ataque rápido, Cazares cruzou e Fred cabeceou no contrapé de Fábio.

O terceiro apagão veio aos 39 minutos, quando o Cruzeiro parecia que voltava do coma: os refletores do Independência se apagaram, deixando o embate paralisado por 14 minutos. Na volta do jogo, o Cruzeiro não teve forças para reagir e o Atlético confirmou a vitória.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A press

Alexandre Guzanshe/EM/D.A press

Esse é aquele jogo em que não há muito o que dizer, só lamentar. Parte da torcida pede a cabeça de Mano. Outra parte a de Fábio (o goleiro que olha as bolas entrarem no gol) e uma outra, as eternas viúvas, querem a volta de Marcelo Oliveira ou Adílson Batista. O time continua sendo muito bom, não o suficiente para se dizer confiante em títulos, mas certamente deveria entregar melhores resultados. Os primeiros 30 minutos de jogo deram a mostra rotineira deste potencial, bem como o restante do jogo mostrou o costumeiro desastre do sistema defensivo e a decadência do meio de campo no segundo tempo. Será que teremos uma semana de mudanças?

 

Por Ana Clara Costa Amaral e Cris Guimarães, do Coletivo RAP Feministas

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