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07.08.2017

Postado por Marina de Mattos Dantas

Exercitar a confiança

Grêmio 2 x 0 Atlético – R19 Campeonato Brasileiro 2017

No grupo de mensagens das setoristas d’A Bola que Pariu, dizia eu, em tom de brincadeira, no início desse domingo: “Hoje é dia de apanhar do Grêmio. Será um tortuoso caminho até o Galo consertar as besteiras que fez. Essa será a chamada do meu texto de hoje”. Era o palpite mais provável do que poderia acontecer em Porto Alegre.

Os 300 jogos do goleiro Victor poderiam ter sido comemorados em melhor estilo, mas o gol de Pedro Rocha, logo no início do jogo, confirmava meu pessimismo atleticano, plenamente justificado pela história antiga e recente desse grande, porém judiado, clube.

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Tanto o Atlético quanto o Grêmio entraram nessa rodada do Campeonato Brasileiro com o pensamento nas oitavas de final da Libertadores. Os dois técnicos poupando os times para quarta-feira, com a diferença de que no time da Micale não temos muita precisão de quem precisa ser poupado.

O “choque de gestão” de Nepomuceno parece ter atingido o time de maneira negativa. Continuamos sem viço no ataque e demonstrando insegurança com a bola no pé. E essa questão reverbera ainda mais quando a base do time profissional é o Galinho em peso. Por outro lado, essa é a oportunidade para esses meninos adquirirem experiência e, quem sabe, consolidarem-se em suas posições e trazer ainda muitas alegrias aos atleticanos e atleticanas. Mas, para isso, é preciso, ainda, muito trabalho.

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Como poderia se esperar, Valdívia assumiu uma postura de mais iniciativas no reencontro com o antigo rival. Vimos dele uma forcinha a mais para fazer as coisas funcionarem, ainda que sem o entrosamento do time, a força e a criatividade necessárias para alcançar o gol.

Aos 26 minutos, a zaga do Galo somente assistia ao gol de Fernandinho. O Grêmio não foi tão ofensivo quanto poderia, mais ainda assim, ao final do primeiro tempo, o Atlético se limitava a evitar gols.

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Pedro Rocha quase ampliou o placar, novamente aos cinco minutos. Aos onze, Leonan chega à grande área com um pouco mais de confiança, mas demora a finalizar e perde a bola. Robinho tentou aos 29, mas chutou fraco, com a perna esquerda. Aos 37, Valdívia carregou demais a bola, demorou a passar e tomou a pior decisão. Não era como se o Galo tivesse desistido, mas, claramente, falta confiança desse time em si mesmo, reflexo do conturbado final de semestre na Cidade do Galo e nas arquibancadas.

Aos 43 do segundo tempo, Bruno Rodrigo puxou a camisa de Bremer na área e o Atlético teve a chance de fazer o gol da dignidade, o que poderia ter nos trazido algum ânimo nessa história toda. Mas Robinho, como se não tivesse mais motivos para ser cornetado por parte da torcida, bateu fraco na bola, no meio alto do gol, deixando a chance nas mãos de Paulo Victor.

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O Galo parece não ter ainda uma (nova) proposta para esse ano no Campeonato Brasileiro e sobrevive de motivações imediatas. Reúne as energias que tem para os jogos mais decisivos e, como nos campeonatos de pontos corridos nenhum jogo é decisivo e por isso todos são, esse cálculo é mais complicado.

Falta confiança nesse time misto de recém-saídos da base ou de estrelas que tem de se adaptar a um novo jogo. Para a Libertadores, com base no retrospecto desse ano, espero um time mais motivado e com suas estrelas “dando o sangue” para voltar a brilhar. Vejamos como esse time se comportará quarta-feira, no Mineirão!

 

Fotos de Bruno Cantini

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