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24.08.2017

Postado por Colaboradoras

Flamengo segue no sonho do tetra

Flamengo 1×0 Botafogo – Semifinal da Copa do Brasil 2017

fla x bota semi - gilvan de souza1

Em busca do tetra, o rubro-negro iniciou sua caminhada contra o Atlético-GO pelas oitavas de final ainda sob o comando do técnico Zé Ricardo, empatando a primeira partida e vencendo por 2×1 a segunda, assim avançando para as quartas de final. Diante do Santos, nas quartas, o rubro-negro passou de fase vencendo de 2×0 em casa e perdendo de 4×2 na Vila Belmiro. Na semifinal, esbarramos com o indigesto Botafogo. Como já disse algumas vezes… jogar contra o Botafogo sempre é estresse a mais, principalmente pelo clima não amistoso criado por ambas diretorias. É muito papo, muito lero-lero, troca de ofensas e descortesia de ambas as partes.

Com a bola rolando, Flamengo e Botafogo quase sempre é aquele jogo que você tem a certeza de que vai empatar, mas ontem o Flamengo não poderia empatar, um empate sem gols levaria a decisão para os pênaltis. E caso houvesse empate com gols o Botafogo se classificaria pelo gol fora de casa. Era ganhar ou ganhar.

O primeiro tempo foi muito truncado e a arbitragem foi o grande destaque na primeira etapa, numa marcação acirrada com o Guerrero e usando critérios diferentes em situações iguais. Ainda escreverei uma teoria sobre a arbitragem brasileira, é quase sempre a mesma história: até começa bem, mas falha em um lance e destrói o jogo com cartões, perdendo total controle da partida. É tão recorrente que quem acompanha sempre já sabe o enredo, de cor e salteado.

Já na segunda etapa, o Flamengo foi superior. O jogo continuou truncado, principalmente antes do gol, mas o rubro-negro ousou mais. Nos minutos iniciais Arão raspou a cabeça na bola após cruzamento do Pará e fez a torcida se antecipar no grito de gol, mas a bola saiu pela linha de fundo. O grito engasgado saiu aos 25 minutos, com um drible da vaca de outro mundo ou de outro país (Colômbia <3); Orlando Berrío passou pelo marcador e encontrou Diego Ribas, que não deixou escapar a oportunidade e marcou aquele que seria o gol da classificação, o gol do sonho rumo ao tetra.

fla x bota semi - gilvan de souza2

Há muito o que se destacar nessa partida: o Juan jogando como um menino e não deixando passar nada na zaga, a dupla de volantes jogando muito bem e com muita movimentação e, claro, a entrega do Guerrero, que nem estava 100% recuperado e mesmo assim optou em jogar e foi um verdadeiro guerreiro, mesmo não estando no ritmo ideal. É disso que o Flamengo precisa, é isso o que move o Flamengo, é a entrega, a raça, conformismo aqui não!

Após o gol o jogo ficou mais aberto, aquela velha hora do teste para cardíaco. Um gol de empate e a vaga seria do Botafogo. O Flamengo ainda teve uma chance com o garoto Vinícius Júnior para ampliar e matar o placar, mas a marcação chegou em cima. No mais, os jogadores souberam controlar e gastar uns minutos lá na frente até o apito final.

O Clube de Regatas do Flamengo está na final da Copa do Brasil 2017 em busca do tetra e disputará o título com o Cruzeiro, que desbancou o Grêmio em disputa emocionante nos pênaltis. Por ontem, já valeu calar o Botafogo, reencontrar o Maracanã lotado e agora é trabalhar, porque essa Copa queremos conquistar e vamos em busca disso.

Como disse Rueda após o jogo: “Fantástico isso aqui hoje, extraordinário. Único que significa toda essa força e energia que se sente e contagia. É um patrimônio muito grande do Flamengo. Sua torcida põe mística e coração. É o compromisso que temos, de lutar pela instituição”.

RACISMO

Mais uma vez um caso de racismo dentro dos estádios, dessa vez vindo de um torcedor do Flamengo, Wagner Marinho Tavares, que ofendeu um dos trabalhadores que estava prestando serviço no Maracanã. Dois casos em um tempo relativamente curto e fica a pergunta de qual será a atitude dos Clubes daqui para frente. Mesmo que sejam atitudes individuais, DEVE haver uma postura mais combativa dos clubes não só com notas de repúdio, temos obrigação de fazer mais do que isso. Me envergonha e me entristece a atitude vinda de um torcedor do Flamengo, é preciso combater.

 

Fotos de Gilvan de Souza/Flamengo

Por Jaqueliny Botelho

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