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04.08.2017

Postado por Colaboradoras

Náufrago

São Paulo 1 x 2 Coritiba – R18 Campeonato Brasileiro 2017

Começamos bem o dia de hoje, levantamos com o pé direito, preparamos o sal grosso, vestimos a costumeira esperança que tem nos acompanhado a temporada inteira, com um semblante tranquilo de quem fez um lindo espetáculo no último jogo. Dever cumprido! E agora seria no Morumbi, lotado como já fizemos outra vez! Além disso, estávamos felizes com a notícia de que um dos patrocinadores presentearia a torcida tricolor antes da partida. Não sendo o Felipe Melo, até injeção na testa a torcida tricolor tomaria antes do jogo, feliz da vida. Teve até gente brincando que o Neymar vinha é pro Morumbi! Afinal, felizes e aliviados que estávamos: Z4, que é isso? Quem manda aqui é a gente! Aqui é São Paulo! Aqui é o São Paulo do Profeta!

E sim, fomos surpreendidos novamente. Aliás, a semana inteira foi recheada de surpresas. Áudio que vazou de um, o outro saindo do Barcelona e um que não quer de jeito nenhum sair do governo do país. Esse último, confesso que podia ser transferido e nunca mais voltar.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

E apita o juíz. Primeiro tempo amarelo em todos os sentidos. Entradas duras, cartões amarelos para os dois lados. Grandes chances desperdiçadas desde os primeiros minutos. Tínhamos amarelado? No final dos 16’, Cueva bate falta e a bola passa por cima do travessão do goleiro Wilson. Atestado de que o jogo não seria fácil. A defesa do Coritiba, sob os olhos atentos de Diego Lugano, que voltou ao banco tricolor, teve que encarar a torcida que lotava o Morumbi novamente. Se fosse pra eleger um protagonista do primeiro tempo seriam as arquibancadas, cuja torcida empurrava o time e não deixou de cantar e incentivar em nenhum momento. Festa na Babilônia! Destaque para o bandeirão com o rosto de Ceni. Não nos esqueceremos jamais de sua bonita história no São Paulo.

Aos 26’ outra oportunidade de Cueva, no rebote do chute de Marcinho. O banco de reservas já se levantava em êxtase, mas logo constataram que a bola tinha tirado tinta da trave de Wilson e saído pela linha de fundo. Rodrigo Caio se provou um ótimo cabeceador, mas nada da bola entrar.

Aí veio o segundo tempo.

Reprodução

O semblante da torcida tricolor e o protagonista do Náufrago, Wilson.

Com o gol de pênalti do Coritiba abrindo o placar, o Tricolor precisava mexer. A esse momento as frases da narração: “Dominou, Petros” e “Olha o Cueva” já davam um calafrio na torcida que não pôde estar no Morumbi. Após a entrada de Denílson, Marcos Guilherme e Goméz, o time deu uma guinada, mas não foi o suficiente para correr atrás do placar. A bola simplesmente não entrava: era chute espalmado, chute por cima do travessão, cabeceada defendida. Vontade não faltou, não dá pra negar. Em um segundo tempo dominado pelo São Paulo, nada penetrava o paredão do goleiro Wilson. Foram diversas investidas e, finalmente aos 43’, Denílson no melhor estilo “agora eu se consagro” mandou a bola pro fundo da rede de Wilson e diminuiu a conta do naufrágio: 2X1. É o que deu pra fazer. Naufragamos na noite de hoje e esperamos resgate.

O São Paulo apresentou um futebol muito superior do que mostrou na maioria dos jogos do Brasileiro. Teve vontade, foi pra cima, mas não foi capaz de definir mesmo jogando em casa. Jogou como deu pra jogar. Realmente, após o último jogo, esperávamos manter o nível elevado e também levar os 3 pontos para respirar aliviados mais uma vez. Hernanes foi substituído no final do segundo tempo, talvez por não apenas a torcida, mas Dorival também esperar mais de sua atuação na partida.

Agora é encarar o próximo desafio de cabeça erguida. Não desistir, não praguejar contra o time, mas seguir acreditando. Reforços como Brenner são requisitos para os próximos jogos. Estamos novamente com sede de gols. Ilhados com a esperança de sermos resgatados. Brincadeiras à parte, torcida tricampeã mundial! Vamos seguir acreditando até a perseverança virar sandice. Já dizia Cartola (não aquele que você não mitou essa rodada, mas o sambista) “sorrir pra não chorar”.

 

Por Mariana Moretti

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