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24.10.2017

Postado por Marina de Mattos Dantas

Atlético em três tempos

Cruzeiro 1 x 3 Atlético – R30 Campeonato Brasileiro 2017

E quem diria (alguns disseram) que o domingo terminaria assim? Três gols, um de grande Otero e mais dois de pequeno Robson, o famigerado que divide opiniões dentre os atleticanos e as atleticanas. Abusando da máxima de que “clássico é clássico e vice-versa”, sabíamos que nessa partida não estavam em jogo a falta de entrosamento crônica do Atlético e nem o recente título do rival. Ainda assim, por excesso de “saco cheio”, muitos dos atleticanos e atleticanas com quem conversei preferiram “acreditar” em segredo.

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Tempo um. Muita disputa no meio de campo, muitas faltas a favor do Galo. O jogo estava com cara de zero a zero. E tudo (e nada) parecia acontecer na lateral direita com Marcos Rocha e Alisson brigando pela bola. O Galo não deixava o adversário chegar e se mantinha mais no campo de ataque, o que era um bom sinal, apesar de não ameaçar muito o gol de Fábio. Aos oito minutos, o Atlético chegou junto com Adilson e, aos 20, tivemos outra boa chance com Fred. Mas as esperanças do time pareciam depositadas nas bolas paradas de Otero.

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Tempo dois. Aí o Galo começou a dar umas bobeadas, Victor sentiu o joelho em uma cobrança de tiro de meta. A equipe sofria com a lentidão própria de um time em idade avançada. Fred, solitário lá na frente, “inalcançável” pelo seu meio de campo estático, não conseguia buscar a bola, o que resultou em várias caminhadas até o campo adversário sem finalizações. O Galo havia preparado o terreno para aquele gol do Thiago Neves aos 30 minutos. No mais, sono até o intervalo.

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Tempo três. Com o adversário sentado no placar, o gol de Otero, de cabeça, foi a injeção de ânimo que o Atlético precisava para recuperar a sua autoestima. Robinho, que anda pedalando em bicicleta de rodinhas, achou dois gols lindos logo em seguida, muito auxiliados pela movimentação dada ao meio de campo com a entrada de Yago (Roger Bernardo), Clayton (Otero) e Cazares (Valdívia). Modo silencioso ligado no Mineirão, alegria dos pouco menos de dez por cento presentes.

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Mais uma vez, Cazares ainda pôde perder o dele ao finalzinho do jogo, deixando a gente com aquele gostinho de quero mais. Mas já estava bom, bom demais para o futebol apresentado nos últimos tempos. Bom demais para recuperar alguma moral nesse campeonato. Continuamos ali, no meio da tabela, com os três pontos a mais, essenciais nessa reabilitação.

O “cala a boca” catártico dos jogadores ainda não traduz a virada de jogo que queríamos (ao menos eu queria) do Galo esse ano. Mas seguimos torcendo por dias melhores e mantendo a tradição no Salão de Festas.

Fotos de Bruno Cantini

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