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30.10.2017

Postado por Patrícia Muniz

Tipicamente atleticano

Atlético 0 x 0 Botafogo – R31 Campeonato Brasileiro 2017

Ano passado, vivíamos uma sequência de invencibilidade dentro do nosso terreiro, mas acabamos perdendo o campeonato pelos pontos perdidos na casa dos adversários. Agora, somos um dos piores mandantes desse Campeonato Brasileiro e o medo de novas frustrações dentro do Horto ainda paira no ar. O Atlético vinha sentindo excessivamente a pressão do adversário e da própria torcida, sofrendo com a instabilidade e a displicência e tendo, muitas vezes, seu poder de reação minado.

Entretanto, a vitória no clássico serviu não apenas para nos livrar do fantasma do rebaixamento, mas também para trazer um pouco mais de confiança para a nação atleticana nesse momento crucial de reta final do Brasileirão. Dentro das condições do Horto e dos preços dos ingressos, a torcida compareceu em grande número e se manteve enérgica durante toda a partida. E isso, por si só, já fez valer a presença no estádio.

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Quando percebi a compactação do time botafoguense, com uma pressão intensa em cima da bola, perdi a ilusão de fazer um bom saldo de gols nesse jogo. Foi uma partida muito disputada, com poucas chances reais para definir o placar. O Botafogo estava bem fechado e compactado, não deixava o ataque alvinegro chegar perto do gol. Robinho estava com uma marcação pesada em cima e, mal pegava na bola, já havia pelo menos três defensores do time carioca prontos para desarmá-lo.

Eu realmente esperava que a instabilidade fosse novamente bater à porta e que não veríamos o menino Robson em um bom jogo tão em seguida, mas ele me surpreendeu ao manter o nível da atuação no clássico, sendo solicitado o jogo inteiro e não fugindo da responsabilidade. Acontece que o líder do returno não é como o nosso último adversário e, infelizmente, soube frear bem as pedaladas do nosso camisa 7.

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Se nas Copas o time carioca não nos perdoa, no Campeonato Brasileiro a disputa é mais equilibrada. E ontem poderíamos ter conquistado a vitória e levado os três pontos, não fosse por uma marcação que não dava tréguas e pelos clássicos da arbitragem brasileira. Eu poderia pegar no pé do juiz, que não deixou nossas jogadas seguirem e pelas entradas violentas que sofremos ou pela bola no braço, dentro da área, mas não justificaria o resultado. Fomos ineficientes diante de uma boa marcação e é isso.

Também vou poupar os deméritos do treinador, pois uma hora há de valer a insistência no Fred, que já sente bastante a temporada intensa e/ou tira o pé das disputas. A arriscada decisão por dois jogadores com características e posicionamentos parecidos quase deu certo, já que He-Man entrou muito bem. Foi ele quem chegou mais perto de abrir o placar e, detrás do gol, eu tive esperanças de que aquela bola na trave entraria.

O final do jogo foi tipicamente atleticano, isto é, bem sofrido e com aquela esperança de um golzinho escondido em pleno tempo de acréscimo. O Galo pressionou até o último minuto e se empenhou para conquistar a tão desejada vitória dentro de casa, mas parou na capacidade defensiva do Botafogo. O importante foi o como a torcida abraçou novamente o time, apoiou, incentivou e, apesar de esboçar algumas vaias ao final, valorizou o esforço do elenco na partida contra um adversário de qualidade. O sentimento geral é, acima de tudo, por uma nova diretoria, verdadeiramente compromissada com o trabalho do time dentro de campo.

Fotos por Bruno Cantini

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