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28.10.2017

Postado por Colaboradoras

Seleção de Futebol Feminino: retorno, título e decisão

Fernanda Coimbra/CBF

Fernanda Coimbra/CBF

No primeiro torneio disputado pela Seleção Brasileira Feminina no retorno do técnico Vadão foram três jogos; com duas vitórias e um empate, o título da Copa CFA da China e os troféus de artilheira, para Marta, e de goleira menos vazada, para Bárbara. As conquistas foram adquiridas em cima de seleções que estão abaixo da brasileira (9ª) no ranking da FIFA. E este é um detalhe importante, porque foram os maus resultados contra equipes mais fortes que a Amarelinha que motivaram a demissão da técnica Emily Lima, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), enquanto que os placares positivos, parecidos com os números do Torneio, não foram considerados.

O Brasil encerrou a competição em Chongqing com sete pontos e saldo de cinco gols, conquistados nas vitórias por três e dois a zero, contra México (26º) e Coréia do Norte (10ª), respectivamente, e com o empate em dois a dois com a China (13ª). Números que se assemelham ao início de Emily Lima no comando da Seleção: no Torneio Internacional de Manaus, o Brasil foi campeão com 100% de aproveitamento nos confrontos com Costa Rica (32ª), Rússia (25ª) e Itália (18ª), em duas oportunidades, com saldo de 14 gols.

Resultados que deram credibilidade e confiança necessárias para que aquela comissão colocasse em prática um planejamento, de médio e longo prazo, que tinha por objetivo desenvolver e profissionalizar o futebol feminino no país. Um projeto que estava dando certo com mudanças técnicas e táticas na forma de jogar e de se posicionar da equipe e na postura com as jogadoras, que se sentiam e eram tratadas como profissionais. No entanto, o trabalho foi interrompido.

Agora, Vadão, que esteve e está longe de ser uma unanimidade no comando da Seleção, tem o mesmo respaldo para iniciar um trabalho semelhante, propondo modificações para melhorar a forma como é visto e administrado o futebol feminino na CBF. Oportunidade que vai depender do quanto da ex-treinadora ele terá dentro de si, para bater de frente e lutar pela modalidade, e de quanto tempo ele quer ficar à frente da Seleção: mais ou menos de 10 meses.

 

Por Cleunice Schlee

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