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24.11.2017

Postado por Jaqueliny Botelho

Vira vira na Sula

Flamengo 2 x 1 Junior Barranquilla – Semifinal da Copa Sul-Americana 2017

Esse semestre foi difícil conciliar faculdade x jogos do Flamengo. Quartas e quintas era um tal de corre que o jogo já começou, e do nada eu me tornava uma velocista nas ruas de Brasília, geralmente escutando a partida pelo rádio e ansiosa para chegar em casa.

Ontem, além da partida, também tinha prova. Quem consegue se concentrar para fazer uma avaliação sabendo que daqui a pouco seu time entrará em campo numa semifinal? E mais, em uma competição internacional. Deixo essa sanidade para as pessoas normais; da hora que levanto até a hora que me deito em dia de jogo do Flamengo nada tira o meu pensamento na partida.

Fim da prova e lá estava eu andando mais rápido do que o normal, pegando o primeiro ônibus e depois ansiosa para chegar logo no destino final. Especificamente na data de ontem, fui do percurso da universidade até em casa papeando e não me atentei em ligar o rádio. Mas bastou colocar os pés na portaria do meu prédio para receber a notícia.

– Seu Flamengo tá perdendo.

Quem me deu a notícia foi o Cavalcante, porteiro do prédio, que além de tecer comentários sobre futebol faz um café digno de repeteco. Cavalcante é vascaíno e sempre está rodeando de um grupinho de flamenguistas, palmeirenses, tricolores e um único botafoguense.

– Não acredito nisso!!! – Já voando em cima da televisão, fiquei incrédula ao ver o Muralha no gol.

– Cadê o Diego Alves?

–Machucou feio – eles responderam com sorrisos na cara.

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Nessa hora o corpo gela, vem na cabeça a final da Copa do Brasil, os inúmeros vexames internacionais. O Flamengo quer me ver na pior, não é possível.

Fim do primeiro tempo e fomos para o intervalo com o placar em desvantagem; e a segunda etapa já teve com mudança logo no início, Vinícius Júnior no lugar do Mancuello. O Flamengo começou a investir insistentemente no jogo aéreo, mas também começou a correr riscos quando os adversários se aproximavam do gol rubro-negro.

Quando o jogo já marcava 30 minutos, o zagueiro artilheiro, Juan, marcou de cabeça e empatou a partida. Mas  precisávamos de mais gols, jogando em casa e com o apoio da torcida o rubro-negro foi em busca da virada.

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E foi aos 36’ que uma das crias marcou, ao longo dos anos que acompanho o Flamengo poucas vezes vi garotos da base com tanto protagonismo – se não me engano, jamais vi essa quantidade de jogadores da base no profissional – e ontem, foi a vez de Felipe Vizeu marcar mais uma vez, na rodada passada já foi o nome mais comentado junto com o Rhodolfo por conta do desentendimento dos dois em campo.

Dessa vez o comentário foi outro, que golaço! Quem não viu, veja! E na comemoração teve abraço no Rhodolfo e dedos levantados, mas dessa vez apontados para o céu, segundo fontes seguras, foi um agradecimento a São Judas Tadeu.

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Quem estava perto da minha residência pôde acompanhar meus singelos gritos, inclusive, a trupe corneteira da portaria que certamente não foi dormir feliz com o resultado.

Mas, calma! Não teve tranquilidade nem para os opositores, nem para os defensores do manto rubro-negro. Infelizmente, o goleiro Diego Alves fraturou a clavícula; além da preocupação com estado físico do jogador, Rueda ainda tem um grande problema para resolver. O goleiro Muralha não vive um bom momento há tempos e o Thiago ainda segue se recuperando da lesão que o tirou da final da Copa do Brasil, provavelmente o Flamengo inscreverá o garoto Gabriel Batista na competição, mas a oportunidade deve cair mesmo no colo do Muralha, novamente.

Não há motivador capaz de revolucionar o futebol do Muralha e isso já foi cientificamente comprovado (RS) na final da Copa do Brasil, a insegurança aparenta ser muito mais psicológica do que técnica. Temos sim um problema.

O jogo de volta é lá na Colômbia, para o rubro-negro basta um empate para chegar à final. Sigo desde já com nervos à flor da pele e ansiosa para saber como será o fechamento do ano para o Flamengo, depois de tantas desilusões, lesões e desfalques resta saber se vamos para 2018 com um amargo ou com um gostinho de título inédito salvador do ano.

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Saudações rubro-negra!

Fotos Gilvan de Souza / Flamengo

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