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06.11.2017

Postado por Caroline Araujo

Arbitragem clássica

Corinthians 3 x 2 Palmeiras – R32 Campeonato Brasileiro 2017

Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Hoje, inevitavelmente, está sendo um dia difícil para os palmeirenses. A euforia e o entusiasmo das últimas semanas foram apagados por um balde de água fria… não há otimista que resista à derrota de um dérbi, mais ainda, um dérbi que poderia definir o campeão brasileiro de 2017.

Um duelo entre Palmeiras e Corinthians sempre carrega grandes emoções, porém, o que tem sido clássico no brasileirão é a atuação falha – e favorável para o nosso adversário – da arbitragem. Ficou claro o prejuízo que a atuação dos árbitros impôs sobre o Palmeiras no clássico contra o Corinthians. Enquanto os ganhadores tentam justificar falando que é choro, os fatos mostram uma equipe de arbitragem que, no mínimo, não estava preparada para atuar em uma partida tão importante.

Reprodução

Reprodução

As falhas começaram logo no início do jogo, com o primeiro gol corinthiano marcado por Romero. Rodriguinho, aproveitando um espaço cedido pela marcação palmeirense, tocou para o paraguaio que, em posição de impedimento, marcou o gol. Impedimento nítido, próximo ao bandeirinha, mas que, pela arbitragem, não existiu. Uma falha dessa magnitude, no início do jogo, é pra deixar qualquer jogador desestabilizado.

Sofremos mais um gol e, após recuperar o choque por estar perdendo de 2×0, Mina descontou. O placar era de 2×1, com chances claras de reverter, uma vez que o Palmeiras jogava melhor… Mas vem de novo a arbitragem e… pênalti para o Corinthians. Em uma disputa de bola entre Jô e Edu Dracena, na entrada da área, os jogadores se enroscaram pela posse de bola até que Jô caiu e Anderson Daronco marcou pênalti. Um lance interpretativo, o árbitro interpretou como pênalti e eu, que vi e revi o momento inúmeras vezes, não consegui chegar à mesma conclusão. Gol do Jô… dessa vez com uma mãozinha da arbitragem.

Alexandre Schneider/Getty Images

Alexandre Schneider/Getty Images

O primeiro tempo terminou com o placar de 3×1 para o Corinthians, com dois gols irregulares. Corinthians sendo favorecido… já dizia o ditado: seria cômico se não fosse trágico.

O segundo tempo começou apático, precisávamos virar o placar, mas jogar contra onze jogadores e a arbitragem se torna tarefa difícil. Até que surge mais um lance onde a regra não foi cumprida pelo árbitro: o adversário Gabriel saiu de campo para atendimento médico e voltou sem a autorização de Daronco. O bandeirinha, o mesmo que não marcou o impedimento do Romero, assumiu que autorizou o jogador a voltar para o campo (lembrando que essa tarefa deve ser realizada apenas pelo árbitro), livrando-o do cartão amarelo… mais uma mãozinha amiga estendida.

Mesmo com tantos motivos para desanimar, Moisés marcou mais um gol, o Palmeiras colocou pressão até, literalmente, o último segundo de jogo, mas não foi o suficiente.

Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Perdemos o dérbi, perdemos a chance de encostar no Corinthians e caímos para a quarta posição na tabela, mas jogamos melhor (quando o jogo seguia normalmente, sem as inúmeras tentativas do adversário de parar o jogo) e jogamos limpo. Após a partida, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, declarou que irá enviar à CBF um relatório de reclamações dos lances irregulares na partida. Não podemos deixar isso acontecer, erros de arbitragem interferirem em resultados de jogos importantes de maneira corriqueira. Isso não pode ser aceitável!

Para mim, o futebol pode ser considerado como uma das maravilhas do mundo, dessas que nos curam de qualquer mal, mas que também nos fere. Uma derrota como a do clássico entre Palmeiras e Cortinthians fere de um modo diferente, fere mais que a derrota, mais que perder o campeonato… fere pelos erros de arbitragem, pelo favorecimento, pela malandragem de quem jura que briga pelo Fair Play, mas que vence com a ajuda do apito ou de uma mãozinha amiga.

Diante de tudo, da raiva e indignação, eu preciso lembrar que SOMOS PALMEIRAS! Não nos abatemos facilmente, temos amor pela camisa e uma história brilhante para nos orgulhar, sentimentos muito maiores que vencer um jogo de forma duvidosa. Contra os adversários, contra a arbitragem e contra qualquer coisa que queira nos diminuir, AVANTE PALMEIRAS!

 Leia a versão corintiana da partida

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