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25.01.2018

Postado por Tainá Moraes

A face feminina das arquibancadas

A face feminina das arquibancadas: conhecendo as torcedoras

Vai ter mulher nos estádios sim. Essa frase tem que ser dita e reafirmada todo dia, até que a última alma machista se retire das arquibancadas. E para que isso aconteça, muitas mulheres estão ocupando o espaço que é seu por direito, ou seja, cada dia mais vemos a presença feminina nas bancadas. Hoje vamos contar sobre uma dessas torcedoras, Natalia Ramos, que é tricolor de aço e vem mostrando a força da mulher e o amor para com o clube, que diferente do que querem que acreditemos, independe de sexo.

Natalia foi ao estádio pela primeira vez aos 6 anos com o pai e se apaixonou por aquele esporte que ela não compreendia, mas foi apenas aos 10 que compreendeu que havia nascido para ser Baêa. Dez anos depois ela se tornou torcedora apaixonada, que frequenta diariamente os jogos, acompanha o clube e participa ativamente da vida do tricolor. Apesar de todo o amor e felicidade que o time proporciona, nem tudo é alegria na vida de uma mulher que escolhe amar futebol.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Os comentários preconceituosos vindos de outros torcedores, assim como a dúvida sobre a credibilidade de seu entendimento foram “driblados”, mas não esquecidos. Muitos homens não conseguem entender que mulher pode e deve ir ao estádio e também comentar sobre futebol. Mesmo com os problemas, ela viveu bons momentos ao lado do Bahia: o título da Copa do Nordeste de 2017 é a prova disso, momento que com toda a certeza está marcado na mente de todos os torcedores, além dos amigos que ganhou nas arquibancadas e do namorado que conheceu graças ao esquadrão.

Membro do Movimento Turma Tricolor, toca na banda que anima o setor Leste da Fonte Nova e faz com que a torcida não pare de cantar nem por um minuto. Estudante de jornalismo, Natalia pretende seguir no ramo esportivo e para isso se dedica a acompanhar as notícias que circundam o futebol. Repórter de uma das mídias que trazem informações sobre o Baêa, ela está mostrando a face das tricolores que estão em espalhadas por todos os cantos da Bahia e do mundo.

Com sua torcida, mais do que apoiar o clube ela espera mostrar para outras pessoas que ali é sim o lugar de todas as mulheres. Fiel e devota ao time, compreende o sentimento do torcedor e isso não a faz mais ou menos feminina, mas mostra que ela não irá sucumbir diante do machismo que nós, apaixonadas por futebol, somos vítimas.

 

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