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08.02.2018

Postado por Raisa Rocha

Que crise, que nada!

Grêmio 2 x 1 Brasil – R06 Campeonato Gaúcho 2018

Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Não sei se pelas forças do amor ao tricolor, mas não vivia e não vivo o estado de crise no Grêmio alimentado pela imprensa esportiva gaúcha atualmente. Mesmo que o tricolor ocupasse até esta partida a lanterna do campeonato estadual, sim.

Dito isto, nunca é demais relembrar o quanto as decisões da Conmebol são absolutamente contra os seus clubes filiados. Quando justamente ela deveria defender seus direitos, opta por empurrar a Copa Libertadores até o fim de novembro, colada à decisão do Mundial, quase no natal… E foi o Grêmio a sua primeira vítima, sendo obrigado a dar o tiro do time de transição pela culatra.

Neste contexto, pisamos na Arena para o último teste antes da Recopa em clima de decisão, tensão e cobranças, nada condizentes com o estado real do melhor time do continente inteiro. Querendo a primeira vitória na temporada, pela frente o Grêmio Esportivo Brasil, o Brasil de Pelotas, o Xavante. Clube forte, tradicional, de grande torcida, da série B e que faz grande campanha sob o comando de Clemer, beliscando a liderança após vencer o time de vermelho da capital na rodada anterior.

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Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Começamos intensos, com mobilidade e alta troca de passes e muitos acertos, bom frisar. Maicon mais solto do que no jogo anterior e Everton ligado, voltando pra recompor, driblando pela sua ponta esquerda e aparecendo em lançamentos como centroavante. Cícero veio com a 9 às costas e não funcionou novamente, não é essa a dele e também não tenho nenhuma dúvida de que Renato irá esgotar todas as possibilidades do seu mais novo “jogador de confiança”.

O Brasil demorou praticamente 10 minutos até cruzar o meio de campo e o Grêmio ia empurrando o adversário em busca dos 3 pontos. Faltava encontrar o último passe e conclusões de dentro da área, mas não faltaram tentativas e trabalho de bola pra furar as linhas do time de Pelotas, disposto em defensiva absoluta.

Diferentemente do que ouvi, inclusive de Renato, não achei o primeiro tempo do Grêmio algo lamentável, vi movimentação e retomada do estilo de jogo, coisas importantes pra começarmos a recomeçar.

Por volta dos 30′ o time de Pelotas começava a demonstrar nervosismo e o tricolor parecia cada vez mais perto do gol. Tudo ia lindo, tudo ia bem quando o Brasil pegou a defesa desarrumada num contra  golpe. Grohe fez um milagre e ela caiu para escanteio. Na sequência do lance, uma bola jogada pra área e Robério veio como um foguete por trás de Geromel. Um a zero pra eles e o desaforo de ouvir “Grêmio” e “rebaixamento” na mesma frase. Fim do primeiro tempo.

André Ávila/Ag. RBS

André Ávila/Ag. RBS

O lado direito seguia problemático e totalmente em aberto. Mais uma vez Madson e Léo Moura foram piores do que se ali não estivessem, principalmente o jovem lateral, acuado com a responsabilidade de vestir as três cores. A dupla Léo Moura e Cícero fora de forma e de posição custava caro. Eram precisos os três pontos e o retorno do espírito de Grêmio.

Destaques positivos pro Everton, que vai segurar a vaga que é sua por direito; para o retorno (emocionante) do capitão Maicon, participando de forma fundamental dos dois gols que nos dariam a virada, e destaque também para o Rei da América, Luan, desfilando em campo e comandando a máquina tricolor, como todos já bem conhecem.

Jaílson também mostrou que quer e muito continuar no time titular. Enquanto esteve em campo fez um belo jogo, seja desarmando e no primeiro bote ou apoiando e aparecendo de frente pra área adversária. Falta ser mais estável, sem oscilar tanto entre uma partida e outra. E segue a fantástica fábrica de volantes do Grêmio.

Na volta do intervalo Renato sacou Madson e Jaílson . Cícero recuou pra distribuir o jogo como volante e se repetiram as tentativas de Léo Moura na lateral direita, Alisson pela ponta e Jael como o centroavante em campo. Mas Alisson contrariou a regra e começou a aparecer pelo meio e dali tabelou com Luan e bateu de fora da área, do jeito que se pode furar a retranca. Gol do Grêmio, o primeiro dele com a tricolor! Gol do empate e da tranquilidade aos 7 e meio de jogo pra tirar de cena o nervosismo das arquibancadas, do treinador e dos jogadores.

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Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Se Everton fazia e acontecia para ser o melhor em campo, Alisson entrou e deu o recado: quero a vaga, queremos a Copa. O novo guri do Grêmio deu gás ao ataque e aos ânimos do time, acelerou a bola em jogo, chegou no carrinho e na correria. Com as modificações o setor ofensivo cresceu em juventude, mobilidade, ímpeto e voltamos a botar pressão neles. E pouco mais de 10 minutos depois Luan virou.

Dali em diante surgiram mais chances e voltamos a ver o nosso Grêmio em campo. Jael vai mostrando serviço e querendo seu espaço. Apesar de ainda não ter balançado as redes, fez nova boa partida e ajudou (muito) na mudança da postura do time em campo. Tem Grêmio neles!

Bem, eu avisei, Renato avisou: “aproveitem agora, porque uma das vagas é do Grêmio”. E Independiente, te segura, no duelo dos Reis de Copas o melhor time entre os melhores da América está chegando para levantar mais uma.

Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Lucas Uebel/Grêmio FBPA

 

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