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22.03.2018

Postado por Tainá Moraes

A Bola Que Pariu é social

Durante os dias 13 e 17 desse mês, a cidade de Salvador, na Bahia, recebeu o Fórum Social Mundial. O evento reuniu mais de 60 mil pessoas de 130 países diferentes para debater diversos temas, entre eles: futebol, machismo e racismo. A Bola Que Pariu não poderia estar fora de algo tão grandioso, e por isso, nos fizemos presente, acompanhamos as mesas sobre a conquista feminina nas arquibancadas, debatemos a questão de gênero e levantamos nossa bandeira de luta.

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O futebol esteve em foco. Grupos de diversos times se reuniram para falar sobre torcidas organizadas, democracia nos times, marginalização da cultura do torcedor, cotas de TV, machismo e homofobia dentro do esporte e a importância da luta das mulheres por seu espaço nas bancadas brasileiras. Com jornalistas, vice-presidente do Bahia, representantes de torcidas organizadas de vários estados e o grupo Mulheres de Arquibancada, os temas propostos foram expostos de maneira esclarecedora, permitindo aos que estavam presentes compreender que o futebol vai muito além do que há dentro de campo, e que precisamos lutar para que a modalidade seja mais justa.

As mulheres fizeram suas vozes ecoarem por todos os cantos da capital baiana. A luta por uma sociedade menos machista esteve presente na Assembleia Mundial das Mulheres, nas mesas de discussão, nas ruas, em todos os lugares. Exigir o respeito, lutar pela igualdade, sonhar com o mundo justo… Tudo isso foi feito em conjunto, com mulheres que apesar de falarem idiomas diferentes, possuem objetivos iguais, que é o dia em que poderemos trilhar nosso caminho sem que o machismo nos apague.

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Salvador é a cidade mais negra fora da África, por isso é mais que importante falarmos de racismo e da defesa da cultura afro, e isso foi feito amplamente no FSM. Cartazes, falas, camisas, debates, em todos os lugares haviam pessoas gritando pelo fim das mortes dos negros nas favelas, pelo fim do racismo na sociedade, pelo fim da cultura mais que ultrapassada que nosso país insiste em manter viva.

Foram muitos temas, discursões e situações, o que houve no Fórum Social Mundial foi a luta conjunta de povos de todos os lugares, e A Bola Que Pariu não esteve presente apenas pelo futebol, mas por saber que as lutas são importantes.

O futebol é um reflexo da nossa sociedade e se quisermos um esporte mais justo precisamos buscar um mundo melhor fora dele, esse é um compromisso, temos que nos levantar contra as mazelas que afligem as pessoas de todos os locais do planeta.

Foto de capa: Ivis Barbosa / G1

Imagens do acervo pessoal da autora

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