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01.03.2018

Postado por Marina de Mattos Dantas

Instabilidade triunfante

Figueirense 0 x 1 Atlético – Terceira Fase da Copa do Brasil 2018

E foi assim: o Galo começou querendo impor (reconquistar) algum respeito, mas as chances mais claras no início do jogo foram do Figueirense e quem mostrou serviço mesmo foi Victor. Com o time catarinense fechado na marcação, Otero “limpou” a zaga adversária e decidiu o jogo, aos 31 minutos do primeiro tempo. Resultado mantido com certo esforço e lances de atacar o fígado da torcedora e do torcedor – tipo o de Fábio Santos que, sentado, impediu o gol do Figueira aos nove minutos do segundo tempo. No mais, vimos que nosso atacante, Ricardo Oliveira, precisa esquecer um pouco o céu e focar mais na terra.

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A gente reclama de tudo. Reclama de técnico (eu era feliz com o Roger, é só digitar meu nomezinho no espaço acima que as “provas” estão lá). Reclamamos de técnico autoritário, de não ter técnico no mercado. De presidente meio bundão (ou bundão e meio, sei lá). E, agora, de presidente que não gosta de futebol (já tendo declarado isso em, ao menos, duas oportunidades), que poderia estar gerindo uma padaria ou uma concessionária de carros que daria no mesmo.

A gente acha tudo uma merda, mas vem escrever aqui que tudo está lindo (eu venho, no caso). Tentando tirar leite de pedra para não jogar energia ruim onde não precisa mais (deixemos isso para o rival, que ama assistir aos nossos jogos).

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É um saco aguentar a lentidão criativa desse time do Galo, receitar Biotônico Fontoura para Ricardo Oliveira. Mas é legal, no meio disso tudo, ver Grande Otero jogar. Ver o empenho de Adilson em aliviar a barra no sistema defensivo ou Patricão jogando em qualquer posição que seja preciso. Ver as maluquices do Luan que, nesse jogo, nem estava tão maluco assim (não se pode acertar sempre na dose). Ver que um bando de atleticanos e atleticanas “despencam” até Florianópolis (ou que já estão lá por algum outro motivo) para acompanhar um time que não anda lá muito inspirador.

E nessa montanha-russa de emoções, domingo vamos lá no Independência, ver o caldeirão ferver no clássico que, no meio disso tudo, continua sendo marco de reviravoltas para o time. E daqui a 15 dias reencontraremos o Figueirense, na nossa casa, em situação de conforto para, quem sabe, garantir a participação na próxima etapa da Copa do Brasil.

 

Fotos de Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

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