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10.06.2018

Postado por Mariana Moretti

Adeus, tabu!

São Paulo 1 x 0 Atlético Paranaense – R11 Campeonato Brasileiro 2018

Em meio a pressão da torcida única (com um grupo “infiltrado” de torcedores e torcedoras) na Arena da Baixada, o São Paulo venceu o marasmo das últimas duas rodadas, e trouxe os 3 pontos pra conta, a caminho do intervalo para a Copa do Mundo.

O jogo foi equilibrado com chances de abrir o placar para os dois lados, inclusive com linda cabeceada de Diego Souza para defesa de Santos. Entretanto, na segunda etapa, em um erro crasso da defesa rubro-negra, Everton sofreu um pênalti que foi convertido por nosso cérebro, nosso porto seguro, ZidaNENE. O jogador já é artilheiro do time junto a Diego Souza, e tem tudo para ser nosso melhor atleta no Brasileirão desse ano.

Paulo Pinto/ saopaulofc.net

Paulo Pinto/ saopaulofc.net

Nene foi substituído por Lucas Fernandes, opção que daria mais velocidade ao jogo, aproveitando sua vontade de se firmar na equipe. Apesar disso, Nene saiu visivelmente contrariado pela atitude do técnico e depois declarou que tinha sido “o calor do jogo”. Compreensível, uma vez que, quando se é o melhor jogador da partida, sair de campo não é uma opção, a não ser que sua situação física esteja comprometida, o que não foi o caso.

Por conta do revezamento que Aguirre optou por fazer, a zaga tem perdido Arbolenda como titular. Mesmo assim, a defesa tem conseguido se manter segura com atuação de Bruno Alves e Anderson Martins. Apesar de toda a pressão e reclamação da torcida tricolor nos últimos jogos, Sidão protagonizou boas defesas durante a partida, inclusive defendendo o intento de Thiago Heleno, de peito.

Discutir a titularidade do goleiro tricolor tem sido o tema das acaloradas discussões dos grupos são-paulinos nas mídias sociais. Falar sobre o gol do São Paulo não é uma tarefa fácil. Imagino como deve ser, para os jogadores dessa posição, o peso da camisa. Imagino também, que devam escutar incessantes comparações com Rogério Ceni, que além de goleiro era também artilheiro, e só para citar, Zetti, Gilmar e Waldir Peres também passaram por ali. O gol tricolor tem história e justifica a pressão.

Contudo, a ascensão dos atletas no gol do São Paulo não é uma tarefa fácil e, sem o apoio da torcida, se torna um desafio insalubre. Não se trata de defender ou não os erros do jogador, mas compreender o quão volátil é a relação “amor e ódio” que os arqueiros enfrentam.

Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo

Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo

Estamos no G4 e consolidando uma equipe que tem qualidade para disputar o topo da tabela e quebrar todos os possíveis tabus que ainda rondam o time. Foram 36 anos sem vencer na Arena, agora precisamos vencer o jejum que estamos de títulos.

Adeus, tabu!

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