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26.08.2018

Postado por Mariana Moretti

E o coração, tá batendo?

São Paulo 1 x 0 Ceará – R21 Campeonato Brasileiro 2018

Apesar da friaca na casa dos 13º na antiga Terra da Garoa, o Morumbi ferveu nessa manhã de domingo. A arritmia cardíaca contra o Ceará ganhou contornos de drama, e, se a setorista que vos escreve ainda vive é porque se recusou a abandonar o Campeonato Brasileiro nessa altura. O São Paulo permanece no lugar que sempre lhe pertenceu: o topo da tabela! E o melhor de tudo, só dependemos de nós mesmos para manter essa posição e buscar o título.

Rubens Chiri/saopaulofc.net

Rubens Chiri/saopaulofc.net

Em um jogo que o Tricolor foi com tudo pra cima do adversário, sob olhos atentos e corações palpitantes de mais de 57 mil torcedoras (e), foi difícil abrir o placar. E não foi por falta de competência, a equipe mostrou porque é a mais letal do Brasileirão. Arrisco dizer que, o volume de jogo que o São Paulo apresentou hoje, provavelmente equivale a todo o ataque somado do ano de 2017, se é que é possível tal comparação. No entanto, o que importa é que atacamos praticamente o jogo inteiro, contra um Ceará que não entregou fácil os três pontos nas nossas mãos, e vinha de uma sequência de vitórias. Além disso, o goleiro fã de Ceni não facilitou pro nosso lado.

A marcação ajustada do Ceará dificultava uma finalização pro fundo da rede. Diego Souza foi duramente procurado pelo adversário, reclamando bastante com o juiz, que não teve sossego na partida. Mais parecia final antecipada de Campeonato, e de certa forma, era mesmo. Foi um festival de cartões amarelos, uma expulsão do jogador do Ceará e muita, mais muita reclamação, empurra-empurra e bate-boca. Como resultado, o São Paulo não conta com Nene, Jucilei e Everton na próxima partida, uma perda lastimável que precisamos compensar com o retorno de Liziero e Hudson ao time. Falando nele, Everton, campeão de assistências, também deixou o jogo com dores na coxa e torcemos por sua recuperação.

Rubens Chiri/saopaulofc.net

Rubens Chiri/saopaulofc.net

O elenco que iniciou o jogo tinha Luan Santos como titular no lugar de Hudson, contou com a velocidade e agressividade de Rojas, a maestria de Zidanene, que articulava as jogadas e providenciou até um lençol para quem sofria com a friaca do Morumbi, e Kingnaldo, brilhante em jogada individual encontrando Diego Souza na frente do gol, que não fomeou e buscou Bruno Peres (que não é o Bruno Alves). Bruno Peres (que não é Bruno Alves) meteu pro fundo da rede e tirou o grito sufocado da torcida do Morumbi, os aparelhos respiratórios da torcida, e reviveu milhares que conseguiram, mesmo que por alguns instantes, recuperar os batimentos cardíacos. Nunca o bordão “haja coração” fez tanto sentido.

Rubens Chiri/saopaulofc.net

Rubens Chiri/saopaulofc.net

O setor defensivo não teve muitos sustos durante a partida, a não ser em um lance que literalmente parou o coração tricolor por alguns segundos, mas foi Capitão São Sidão (licença poética, até parece ser personagem de Jorge Amado) que segurou a redonda e deu ao São Paulo a chance de abrir o placar. Esse é o jogo que parece magro no placar, mas quem somos nós para reclamar com uma equipe entrosada dessas? O jogo do Morumbi hoje funcionou no estilo golden goal, quem fez o gol primeiro é quem levou a vitória.

Gonzalo Carneiro talvez pudesse ter ajudado mais no segundo tempo, tirando proveito das diversas bolas aéreas, mas apenas entrou aos 40′. O recado para o goleiro Everson, cria do Morumbi, é que gol de falta não é pra qualquer um! Destaque pra nossa torcida, a mais bonita e cardíaca do Brasil.

Vai lá de coração, São Paulo! E ele continua batendo…

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